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Seminário do MDH aborda o tema “ancestralidade da mulher negra”

publicado: 08/08/2018 16h23, última modificação: 09/08/2018 18h59
Seminário da mulher negra


 Religiosos islâmicos, judeus e povos de tradição de matriz africana e afro-brasileira se reuniram para promover a cultura de paz na abertura do Seminário Ancestralidade e Sustentabilidade da Mulher Negra. O evento teve início nessa terça-feira (7) e segue até esta quinta-feira (9).

Aproximadamente 150 pessoas entoaram cânticos de saudação aos orixás para homenagear as sacerdotisas – Yalorisás, Mametos, Makotas, Ekedys, Egbomis – em uma grande roda de dança em favor da cultura de paz e respeito às diferenças. O Hino à Negritude, composto pelo professor Eduardo de Oliveira, também foi executado para reforçar a importância do negro na formação da sociedade brasileira.

Integrante do Ministério dos Direitos Humanos (MDH), o secretário nacional de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Juvenal Araújo, manifestou o contentamento em participar de um evento que tem por objetivo promover a reflexão acerca da população negra. “A valorização e a proteção da cultura, religiosidade e saberes do povo negro é uma responsabilidade de todos nós.”

Também compuseram o evento representantes diplomáticos das embaixadas de Angola, África do Sul, Camarões, Guiné Bissau e Nigéria, além de membros dos Ministérios da Justiça, Saúde, Cultura, Relações Exteriores e da Secretaria Nacional de Políticas para as Mulheres (SNPM), que compõe a estrutura do MDH.

A secretária da SNPM, Andreza Colatto, defende a transversalidade da pauta que envolve tanto mulheres como igualdade racial. “Precisamos nos aproximar das bases onde ocorrem os desafios em termos de direitos humanos. A contribuição das mulheres negras é fundamental para a formação de políticas sociais”, destacou.

O representante da Agência Espanhola de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento (AECID), André Galvão, ressaltou a importância dos acordos de cooperação entre o governo brasileiro e os países vizinhos do Mercosul, com o objetivo de trabalhar a emancipação das mulheres negras. Já a Mãe Baiana de Oyá destacou o empoderamento das mulheres e a valorização da transmissão de saberes por meio da tradição oral. “O povo de terreiro acolhe a todos de braços abertos, mas não queremos mais ser somente tolerados, queremos o respeito e a paz”, afirmou.

A representante da Fundação Cultural Palmares, Márcia Uchoa, chamou a atenção para o fato de que os terreiros são espaços de transformação nas áreas de saúde e educação, sendo cruciais para o enfrentamento à violência contra a mulher. “Precisamos de investimentos nos nossos terreiros. Somente assim trabalharemos na diminuição da intolerância religiosa”, concluiu.

Acompanhe a programação completa do seminário.

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