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22/10 - Mulheres indígenas querem políticas de saúde diferenciadas

publicado: 22/10/2013 18h01, última modificação: 22/10/2013 16h05
Em abertura do evento, Lurdinha Rodrigues ressalta que parceria entre SPM, Funai e Sesai visa fortalecimento das mulheres indígenas. Foto: Rondon Vellozo

O aumento da participação das mulheres foi destaque na etapa distrital da Conferência Nacional de Saúde Indígena realizada em Salvador de 12 a 15 de outubro
 
“Queremos uma saúde diferenciada, que atenda as necessidades dos povos indígenas, com assistência pré-natal e redução da mortalidade materna das mulheres indígenas. Esta conferência está sendo um sucesso pelo aumento da participação das mulheres”.  A afirmação da cacica Maria das Dores mostra o nível de debates e os avanços nas propostas para saúde da população indígena, ressaltando o avanço da participação feminina no processo, que ainda incluiu um grupo significativo de mulheres cacicas.
 
A qualificação das discussões e a aprovação de propostas em harmonia com as necessidades das diversas etnias presentes eram objetivos da etapa distrital da 5ª Conferência Indígena, que aconteceu entre 12 e 15 de outubro, em Salvador. O evento reuniu indígenas, gestoras e gestores municipais, trabalhadoras, trabalhadores, além de convidadas e convidados.
 
Organizada pelo Ministério da Saúde, através da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), pelo Conselho Distrital de Saúde Indígena e por lideranças indígenas baianas, a distrital teve cerca de 250 participantes. Aproximadamente metade da delegação eleita para a etapa nacional será composta de mulheres, entre usuárias do SUS, trabalhadoras da saúde e gestoras.
 
A Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República (SPM-PR) participou do evento por meio da coordenadora-geral da Diversidade, Lurdinha Rodrigues. “A parceria entre a SPM, Funai e Sesai tem como meta o fortalecimento das mulheres indígenas no seu direito à saúde, considerando suas especificidades, a redução da morte materna, o reconhecimento dos saberes tradicionais das mulheres indígenas, o acesso humanizado ao SUS, o enfrentamento a violência e a garantia de segurança alimentar e nutricional”, ressaltou Lurdinha na abertura da Conferência.
 
A coordenadora da Diversidade da SPM também destacou a defesa dos indígenas com necessidades especiais, apresentada por Paulo Titiá, que é portador de deficiência locomotora. A assistência adequada para indígenas que têm algum tipo de necessidade especial foi uma das demandas defendidas pelo líder indígena. Inclusive, a plenária aprovou a participação de representação de indígenas com deficiências na etapa nacional da conferência, em Brasília.
 
Estavam no evento, povos indígenas da Bahia como Tupinambá, Pataxó, Pataxó Hã, Hã, Hãe, Xucurú-Cariri, Funiô, Tuxá, Atikum, Pankararé, Paiaiá, Kiriri, Truçá, Tumbalalá, Kantaruré, Pancaru, Xikiabá e Kaimbé. Também prestigiaram a etapa distrital, o secretário estadual de saúde da Bahia, Jorge Sola; o coordenador do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI), Jerry Matalauê (índio Pataxó); Lia Zerbini, representando a Secretaria Especial de Saúde Indígena (SESAI)/MS; representantes da Fundação Nacional do Índio (Funai), indígenas integrantes do Conselho Nacional de Saúde e o presidente do Conselho Distrital de Saúde Indígena (Condisi); além da presença dos caciques e cacicas da Bahia.
 
 
 
Comunicação Social

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