Julho

última modificação 08/05/2018 11h11

Conselho Nacional LGBT realiza audiência pública e reunião ordinária em Vitória (ES) nesta semana

publicado: 30/07/2013 11h24, última modificação: 14/05/2018 23h29

O Conselho Nacional de Combate à Discriminação LGBT realiza audiência pública em Vitória (ES), na próxima quarta-feira (31), às 18 horas. A pauta do encontro, que acontecerá na sede da Secretaria Estadual de Assistência Social e Direitos Humanos, é debater projetos de promoção dos direitos desse segmento.

“A proposta é mobilizar toda a sociedade para atuar no enfrentamento à violência praticada contra essa parcela da população e promover o respeito à diversidade, que é um dos alicerces para a luta”, destaca o presidente do Conselho LGBT, Gustavo Bernardes.

A audiência abordará temas como diálogo governo-sociedade sobre orçamento público federal, apresentação do fluxo de encaminhamento das denúncias recebidas pelo Disque 100 no módulo LGBT, reforma política, aprovação da resolução sobre a população de gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais em privação de liberdade e ampliação da ficha de atendimento no SUS.

Segundo a vice-presidente do colegiado, Janaina Oliveira, a audiência contribuirá para efetivar políticas afirmativas, por meio da ampliação do diálogo e articulação interfederativa, promovendo a equidade de direitos. Participam do evento, conselheiros representantes de entidades da sociedade civil e de ministérios que compõe a estrutura do Conselho Nacional LGBT.

Nos dois dias seguintes (1º e 2), o Conselho Nacional LGBT fará a sua 16ª Reunião Ordinária, no Golden Tulip Porto Hotel.

 

Sistema Nacional LGBT - Em junho, a ministra Maria do Rosário, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR), lançou o Sistema Nacional de Promoção de Direitos e de Enfrentamento à Violência contra a população LGBT. Estados e municípios estão sendo incentivados a aderir e criar conselhos, coordenações e políticas LGBT locais. A intenção é articular as diferentes experiências de política públicas para proteção e promoção dos direitos dessa população.

 

Assessoria de Comunicação Social

Fórum Mundial de Direitos Humanos será lançado na quarta-feira (31), em Brasília (DF)

publicado: 30/07/2013 11h28, última modificação: 14/05/2018 23h29

O Fórum Mundial de Direitos Humanos – FMDH – será lançado na quarta-feira (31), às 15h30min, em Brasília (DF). O evento, que acontecerá entre os dias 10 e 13 de dezembro, na capital federal, está sendo organizado pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR), em parceria com a sociedade civil.

O objetivo do Fórum é promover um espaço de debate público sobre direitos humanos no mundo, em que sejam tratados seus principais avanços e desafios, com foco no respeito às diferenças, na participação social, na redução das desigualdades e no enfrentamento a todas as violações de direitos humanos.

O FMDH está sendo concebido para aproximar pessoas e organizações, tendo como público-alvo os representantes do poder público e da sociedade civil, incluindo organizações não-governamentais, movimentos sociais, organizações internacionais, membros dos três poderes e sociedade em geral.

Lançamento - O lançamento do FMDH será realizado no auditório Ana Paula Crossara, na sede da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR), localizada no Setor Comercial Sul – Quadra 9 – Edifício Parque Cidade Corporate – Torre A, 8º andar.

Assessoria de Comunicação Social

Conade inicia encontros regionais em Porto Alegre (RS)

publicado: 30/07/2013 11h31, última modificação: 14/05/2018 23h29

O Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência (CONADE) iniciou na manhã desta quinta-feira (25), em Porto Alegre (RS), o Encontro Regional de Conselhos de Direitos das Pessoas com Deficiência - Região Sul. O evento inaugura um roteiro de cinco encontros regionais promovidos pela Comissão de Articulação de Conselhos (CAC).

Serão dois dias de debate com 112 participantes de 39 municípios gaúchos, catarinenses e paranaenses. A proposta é pela mobilização de membros dos conselhos de diferentes regiões do país para o fortalecimento do controle social das políticas voltadas para as pessoas com deficiência.

O secretário nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Antônio José Ferreira, avalia o evento como essencial para mobilizar e motivar a rede dos conselhos municipais da regional sul. "É uma forma de aprimorar a construção de uma política na qual os conselhos estaduais e municipais cumprem papel estratégico", disse, citando alguns avanços da atuação dos conselhos como a criação de órgãos da administração pública por todo o Brasil que tratam especificamente dessa temática.

"Hoje a acessibilidade é pauta presente nos governos e no cotidiano da sociedade brasileira. Esse modelo de conselhos com consulta popular é uma conquista da democracia brasileira modelo e não é algo comum em outros países, como pudemos verificar durante a apresentação do Plano Nacional de Direitos da Pessoa com Deficiência - Viver Sem Limite, a convite da ONU".

O próximo encontro regional será o do Nordeste, nos dias 1 e 2 de outubro, no Recife (PE).

 

O Sul em números - A Região Sul do Brasil, conforme dados do IBGE, possui 6.164.158 milhões de pessoas com deficiência, que corresponde a 22,33% da população. Os três estados (RS, PR e SC) possuem 1.191 municípios e em apenas 105, ou seja, 8,81% possuem conselhos municipais dos direitos da pessoa com deficiência. Este é um dos desafios dos encontros: ampliar o número de conselhos municipais para garantir o protagonismo da pessoa com deficiência.

Programação - A programação do encontro inclui painéis sobre a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, a implementação do Plano Viver Sem Limite na Região Sul, além de oficinas temáticas que possibilitarão aos participantes a construção coletiva de estratégias para a ampliação e o fortalecimento de conselhos municipais e estaduais de defesa de direitos das pessoas com deficiência. Ao final do evento será consolida a Carta de Porto Alegre, o documento final do encontro com um conjunto de propostas aprovadas pelos participantes nas oficinas.

 

Assessoria de Comunicação Social

Acadêmicos de programa de intercâmbio conhecem estrutura da SNPDCA

publicado: 30/07/2013 11h34, última modificação: 14/05/2018 23h29

A Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR), por meio da Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Criança e do Adolescente (SNPDCA), recebeu nesta quarta- feira (24), em Brasília (DF), os participantes da 10ª Edição do Programa de Intercâmbio SAL/SAJ.

A comitiva, composta por 11 estudantes acompanhados de equipes do Ministério da Justiça e da Casa Civil, veio conhecer a estrutura da SNPDCA e as principais ações do Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (Sinase). Os acadêmicos são dos cursos de Direito, Sociologia, Antropologia, História, Ciência Política, Ciências do Estado, Relações Internacionais, Gestão Pública, Comunicação, Economia, Administração e outras Ciências Sociais Aplicadas.

Durante o encontro, a secretária Nacional de Promoção dos Direitos da Criança e do Adolescente, Angélica Goulart, apresentou a estrutura de trabalho da Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Criança e do Adolescente, assim como as principais coordenações e atribuições das áreas.

“A secretaria tem inúmeras áreas de atuação e projetos de proteção e de promoção dos direitos da criança e do adolescente. É importante que haja essa interação com os acadêmicos, visto que são os eles que irão estar à frente na tomada de decisões futuras”, destacou Angelica Goulart.

Entre os assuntos tratados na reunião destacaram- se a Agenda de Convergência, um conjunto de ações para integrar articulações e iniciativas para potencializar as atividades de proteção às crianças e adolescentes, antes, durante e após os grandes eventos. Também entrou na pauta do encontro a Carta de Estratégias, que dispõe sobre estratégias nacionais de defesa da convivência familiar e comunitária de crianças e adolescentes; de enfrentamento da violência sexual contra crianças e adolescentes; de aperfeiçoamento do sistema socioeducativo; e de erradicação do trabalho infantil.

O coordenador do Sinase, Cláudio Augusto Vieira, apresentou aos estudantes as políticas públicas voltadas para as articulações e fortalecimento de ações intersetoriais do Sistema e o Plano Decenal Socioeducativo.

Saiba mais - O programa de intercâmbio é uma iniciativa da Secretaria de Assuntos Legislativos do Ministério da Justiça (SAL/MJ), que há três anos conta com a parceria da Subchefia para Assuntos Jurídicos da Casa Civil da Presidência da República (SAJ).

O objetivo do Programa é colaborar para a democratização do processo legislativo, estreitando os laços entre órgãos do Executivo que atuam nesse processo e estudantes universitários. O intuito é estabelecer uma relação que qualifica e potencializa o trabalho desenvolvido por esses órgãos que contribua para a formação acadêmica de estudantes e pesquisadores de Direito e de outras Ciências Sociais Aplicadas.

Durante o período em que estarão em Brasília, os acadêmicos visitarão órgãos federais e terão audiências com autoridades como o ministro da Justiça, líderes da Câmara dos Deputados e do Senado Federal e ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

 

Assessoria de Comunicação Social

Comissão sugere que a Justiça Federal e a Comissão da Verdade ouça militares que participaram da Guerrilha do Araguaia

publicado: 31/07/2013 19h18, última modificação: 14/05/2018 23h29

A Comissão Especial Sobre Mortos e Desaparecidos Políticos, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR), pediu nesta segunda-feira (29), à Justiça Federal e à Comissão Nacional da Verdade (CNV) que sejam ouvidos os militares, da ativa e da reserva, que supostamente teriam participaram da operação conhecida como Guerrilha do Araguaia, ocorrida nos estados de Tocantins (Goiás) e Pará, na década de 70, durante a ditatura civil militar. O anúncio foi feito nesta terça-feira (30), em reunião da Comissão com familiares de mortos e desaparecidos políticos do Araguaia.

O documento, que foi enviado à Coordenadora da CNV, Rosa Maria Cardoso da Cunha, e à Juíza Federal Solange Salgado da Silva Ramos de Vasconcelos, da 1ª Seção Judiciária do Distrito Federal, que responsabilizou o Estado brasileiro pela busca e localização dos restos mortais dos guerrilheiros, traz uma relação com cerca de 300 militares que teriam participado da operação. De acordo com o ofício, a relação de nomes foi apurada durante as investigações do colegiado desde a sua criação, em 1995.

O documento foi assinado pelo presidente da Comissão Especial Sobre Mortos e Desaparecidos Políticos, Marco Antônio Rodrigues Barbosa, e pelo Procurador da República, Ivan Cláudio Marx. 

Assessoria de Comunicação

Fórum Mundial de Direitos Humanos

publicado: 31/07/2013 19h28, última modificação: 14/05/2018 23h29

O Fórum Mundial de Direitos Humanos – FMDH, que ocorrerá entre entre os dias 10 e 13 de dezembro, na capital federal, está sendo organizado pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR), em parceria com a sociedade civil.

O objetivo do Fórum é promover um espaço de debate público sobre direitos humanos no mundo, em que sejam tratados seus principais avanços e desafios, com foco no respeito às diferenças, na participação social, na redução das desigualdades e no enfrentamento a todas as violações de direitos humanos.

O FMDH está sendo concebido para aproximar pessoas e organizações, tendo como público-alvo os representantes do poder público e da sociedade civil, incluindo organizações não-governamentais, movimentos sociais, organizações internacionais, membros dos três poderes e sociedade em geral.

 

Entendendo o Fórum Mundial de Direitos Humanos - .pdf

Entendendo o Fórum Mundial de Direitos Humanos - .doc

 

O lançamento

O FMDH será lançado no auditório Ana Paula Crossara, na sede da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR), localizada no Setor Comercial Sul – Quadra 9 – Edifício Parque Cidade Corporate – Torre A, 8º andar.

 

Como funcionará?

O FMDH será composto por conferências, debates temáticos e atividades autogestionadas.  As conferências e debates temáticos contarão com a presença de autoridades, intelectuais e profissionais com reconhecimento internacional.

 

Mobilização

O Comitê Organizador vai promover atividades de mobilização regiona em cada uma das cinco regiões do país. Ao mesmo tempo, serão constituídos Comitês Regionais, para fortalecer os movimentos e a preparação para o FMDH.  As datas e o formato desses eventos serão definidos pelo Comitê Organizador e anunciados em breve.

 

O Fórum Mundial de Direitos Humanos - FMDH

Data: 10 a 13 de dezembro de 2013.

Local: Brasília/DF - Brasil

Público-alvo: Representantes do poder público e da sociedade civil.

Público-alvo:

  • Organizações não-governamentais;
  • Movimentos sociais;
  • Sociedade civil;
  • Organizações internacionais;
  • Governos federal, estaduais e municipais;
  • Sistema de Justiça;
  • Poder Legislativo.

 

Como participar?

Você pode participar do Fórum Mundial de Direitos Humanos de diversas formas. Confira as modalidades:

 

PARTICIPANTE (até a data do evento) – Inscrição para quem quer assistir às conferências, aos debates, participar das atividades autogestionadas e visitar as mostras e feiras. A partir da segunda, 9 de dezembro, as inscrições só podem ser realizadas no local do evento.

 

ATIVIDADES AUTOGESTIONADAS – inscrição somente para as entidades que compõem o Comitê Organizador e que quiserem propor uma atividade autogestionada de sua responsabilidade.  As inscrições serão feitas diretamente no site, que estará disponível em breve.

 

Comitê Organizador do FMDH


ANDI – Comunicação e Direitos

Articulação Brasileira de Gays – ARTGAY

Articulação dos Povos Indígenas no Brasil – APIB

Associação Brasileira de Arte e Filosofia da Religião Wicca – ABRAWICCA

Associação Brasileira de Autismo - ABRA

Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais – ABGLT

Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária – ABRAÇO

Associação Brasileira de Saúde Mental – ABRASME

Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo – APOG LGBT SP

Associação de Magistrados Brasileiros – AMB

Associação dos Conselheiros e Ex-Conselheiros Tutelares do Estado do Espírito Santo – ACTEES

Associação Nacional de Travestis e Transexuais de Mato Grosso do Sul

Cáritas Brasileira

Central Única dos Trabalhadores – CUT

Centro de Trabalho Indigenista – CTI

Comando Geral da Polícia Militar do Distrito Federal

Comcausa/CRDH – Nova Iguaçu

Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado Federal

Conselho Distrital de Direitos Humanos

Conselho Estadual de Direitos Humanos do Mato Grosso

Conselho Nacional de Juventude – CONJUVE

Corpo de Bombeiros Militar do DF – Assessoria de Programas Sociais – APROS

Defensoria Pública da União

Defensoria Pública do Distrito Federal

Defensoria Pública do Estado de Rio Grande do Sul

Defensoria Pública do Estado de São Paulo

Empresa Brasil de Comunicação – EBC

Federação Brasileira dos Servidores Penitenciários – FEBRASPEN

Fora do Eixo – Universidade das Culturas

Fórum Colegiado Nacional de Conselheiros Tutelares

Fórum Estadual de Defesa da Criança e Adolescente do Rio de Janeiro

FURG – Centro de Referência em Direitos Humanos

Grupo Dignidade

Grupo Esportivo Homossexual Estruturação

Instituto Federal de Brasília - IFB

Ministério da Educação

Ministério da Saúde – Conselho Nacional de Saúde

Movimento Mães pela Igualdade

Movimento Nacional dos Direitos Humanos – MNDH

Organização Brahma Kumaris

Organização de Direitos Humanos Projeto Legal

Organização Nova Consciência - PB

Prefeitura de Goiânia - Assessoria de Direitos Humanos

Rede Brasil Memória, Verdade e Justiça

Rede ECPAT Brasil

Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República - SDH/PR

Secretaria de Governo do Estado de Pernambuco

Serviço Nacional de aprendizagem Comercial - SENAC - DF

União de Negros pela Igualdade

Universidade da Paz – UNIPAZ

Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia

Visão Mundial

Lançado Fórum Mundial de Direitos Humanos

publicado: 31/07/2013 19h39, última modificação: 14/05/2018 23h29

 

Ao lançar o Fórum Mundial de Direitos Humanos – FMDH, a ministra Maria do Rosário, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR), convocou todos os segmentos da sociedade brasileira e internacional para debater a construção de políticas públicas que assegurem a diversidade humana em suas mais variadas formas. O Fórum, que será realizado entre os dias 10 e 13 de dezembro, tem como objetivo promover um espaço de debate público sobre direitos humanos no mundo, em que sejam tratados seus principais avanços e desafios, com foco no respeito às diferenças, na participação social, na redução das desigualdades e no enfrentamento a todas as violações de direitos humanos.

“As entidades da sociedade civil são a essência desse Fórum. Estamos entregando hoje à sociedade brasileira e do mundo um espaço imprescindível para a construção de um amplo diálogo sobre os direitos humanos em todas as suas dimensões. O Estado brasileiro está trabalhando para assegurar a dignidade humana em plenitude, mas só podemos fazer mais com a participação efetiva da sociedade”, afirmou Rosário. De acordo com a ministra, a intenção do governo é anunciar, durante o Fórum, o edital de convocação da Conferência de Direitos Humanos, que deverá ocorrer em 2015.

Presente ao evento, o ministro da Previdência Social, Garibaldi Alves, ressaltou a importância do Fórum e lembrou que sua pasta trabalha para garantir um dos mais importantes direitos humanos – o envelhecimento com dignidade. “Estaremos presentes no Fórum para que possamos discutir os desafios para que o Estado brasileiro assegure o direito ao envelhecimento com dignidade. Pesquisas mostram que a partir de 2030 teremos mais pessoas idosas do que jovens. Este é o nosso grande desafio”, afirmou o ministro.

Diversidade – Representando o parlamento brasileiro, a senadora Ana Rita (PT/ES), presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias do Senado, e a deputada Erika Kokay (PT/DF), presidente da Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos Humanos, ressaltaram a necessidade de se construir na sociedade uma cultura de pleno respeito à diversidade humana, no que tange à orientação sexual, religiosidade, raça, étnica e de gênero. “A humanidade é uma só. Precisamos deste Fórum para resgatarmos a perspectiva da universalidade dos direitos”, afirmou a deputada Erika. Já o Embaixador da Equador Horacio Sevilla Borja, que também participou de evento, fez um breve resumo dos conflitos que ocorrem mundo a fora, citando as graves violações aos direitos humanos, e disse que o governo do Equador tem grande interesse no Fórum. “Felicitamos o governo e a sociedade brasileira por esta iniciativa. No Equador, estamos inovando para assegurar um direito básico do ser humano, que é o direito e ir e vir. Por isso, eliminamos a obrigatoriedade de visto para todas as nações do mundo”, destacou.

Contradições – Em sua fala, a ministra Maria do Rosário lembrou que o país tem avançado consideravelmente na garantia de direitos sociais, no combate à fome e na distribuição de renda, que culminou com um importante salto no Índice de Desenvolvimento Humano. Por outro lado, destacou, “o Brasil ainda é o país que não conseguiu resolver o perverso massacre do Carandiru, que resultou na morte de 111 presos em 1992. Também não conseguimos aprovar no Congresso Nacional uma legislação contra a homofobia e ainda tem quem defenda a redução da maioridade penal, como se fosse esta a solução para a redução da criminalidade”.
Dados divulgados nesta segunda-feira (29) pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) revelam um expressivo avanço do Brasil nos últimos 20 anos no Índice do Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM). Entre 1991 e 2010, o índice cresceu 47,5% no país. Com isso, a classificação do IDHM do Brasil mudou de 'muito baixo' (0,493 em 1991) para 'alto' (0,727).

Fórum - O FMDH foi concebido para aproximar e integrar pessoas e organizações. Nesse contexto, o público participante do evento é composto por representantes das três esferas do poder público e da sociedade civil, entre esses, organizações da sociedade civil, movimentos sociais, organizações internacionais. A expectativa é de que cerca de três mil pessoas, vindas de todos os estados brasileiros, participem do evento.
Assessoria de Comunicação Social

SDH e CUT debatem o mundo do trabalho e as pessoas com deficiência

publicado: 29/07/2013 19h23, última modificação: 14/05/2018 23h29

Terminou no último sábado (27), em São Paulo, o III Encontro Nacional de Trabalhadores e Trabalhadoras com Deficiência organizado pela Central Única dos Trabalhadores (CUT). O evento discutiu a conjuntura e meios de superar barreiras enfrentadas no mundo do trabalho pelas pessoas com deficiência como o preconceito, o desrespeito às leis e a dificuldade na implantação de políticas públicas.
O Secretário Nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência, Antônio José Ferreira, participou da mesa com o tema: Mundo do Trabalho e Pessoas com Deficiência. Ele fez um histórico do início da participação de deficientes no trabalho a partir de iniciativas independentes e da produção artesanal.

"O maior problema das pessoas com deficiência é o olhar da sociedade. Até pouco tempo, os espaços e oportunidades eram concedidos sob o estigma da caridade. Por outro lado, temos pessoas com deficiência extremamente capazes de desempenhar os mais diversos tipos de tarefa", disse o secretário.

Sobre as dificuldades na implementação das leis, Antônio José considerou que mesmo sob a resistência de alguns setores da sociedade, é necessário o aprimoramento das políticas de acesso, mobilidade e urbanismo. “Precisamos espantar o fantasma de que as pessoas com deficiência não são qualificadas. Não queremos aposentadoria ou emprego faz de conta, mas sim um trabalho que permita o protagonismo, a autonomia e a inclusão da pessoa com deficiência. Precisamos construir uma cultura de inclusão, que a sociedade nos veja como iguais”. Complementou o secretário, que é deficiente visual.

Assessoria de Comunicação Social

IBGE se prepara para incluir população em situação de rua no censo demográfico

publicado: 02/12/2013 15h35, última modificação: 14/05/2018 23h29

Representantes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) apresentaram nesta quinta-feira (31), em Brasília, um relatório sobre a pesquisa experimental feita na cidade do Rio de Janeiro com pessoas em situação de rua. Realizada em novembro de 2013, a pesquisa foi apresentada durante reunião do Comitê Intersetorial de Acompanhamento e Monitoramento da Política Nacional para População em Situação de Rua, que ocorreu nesta manhã, na Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR).

A pesquisa, que foi feita por amostragem, tem como objetivo preparar o IBGE para incluir essa parcela da população no censo demográfico nacional. Até o momento, a única pesquisa nacional da população em situação de rua foi feita pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, em 2007, onde foram percorridas 71 cidades do país.

De acordo com a socióloga e representante do IBGE, Sônia de Oliveira, com o levantamento foi possível identificar, por exemplo, o melhor modelo de metodologia, abordagem e a estrutura administrativa necessária para que esta população seja incluída no censo nacional. “Uma das conclusões desta pesquisa é que os recenseadores do IBGE para a população em situação de rua devem ser exclusivos. Também verificamos que o melhor horário para as entrevistas é no início da noite, quando essas pessoas costumam retornar para o mesmo lugar, onde buscam abrigo pelo resto da noite”, afirmou a socióloga que explicou que o maior desafio para a realização deste censo é o fato de que estas pessoas não são domiciliadas.

O coordenador da Política Nacional para a População em Situação de Rua, Carlos Alberto Júnior, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, reconhece as dificuldades para a contagem desta população, mas reitera a sua importância. “Para construirmos políticas públicas para a proteção e promoção dos direitos dessa parcela da população é necessário conhecermos o seu perfil. O próximo passo será definirmos a estrutura necessária para a realização do censo para que possamos encontrar alternativas para viabilizar o seu custeio”, explicou.

De acordo com a representante da sociedade civil no Comitê, Cristina Bove, a inclusão da população em situação de rua no censo nacional é um importante passo para o reconhecimento oficial do Estado para com essa população. “Esse mapeamento dará visibilidade à população de rua, orientando e subsidiando a construção de políticas públicas para o segmento”, destacou.

Pesquisa experimental – Entre os dias 19 e 20 de novembro de 2013, foram realizadas 100 entrevistas, sendo 20 em abrigos e 80 nas ruas. Os pesquisadores do IBGE receberam capacitação no dia 14 de novembro, onde também estavam presentes representantes de um Grupo de Trabalho, criado para coordenar e desenvolver a metodologia de pesquisa. A próxima reunião do GT deverá ocorrer em setembro, onde serão discutidos os próximos passos para a realização do censo.

 

Assessoria de Comunicação Social

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