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ONU premia software brasileiro que traduz mundo digital para surdos

publicado: 29/07/2013 15h22, última modificação: 14/05/2018 23h30

O software “Mãos que falam” é uma ferramenta digital que transforma textos, imagens e arquivos de áudio em Língua Brasileira de Sinais – Libras.  O programa foi desenvolvido por três alagoanos e acaba de receber um importante prêmio internacional: o World Summit Award Mobile (WSA-Mobile), uma competição bienal promovida pelas Nações Unidas e parceiros. Representantes de 100 países participaram da disputa que escolheu 40 finalistas em oito categorias.

Na categoria de inclusão, Hugo, o personagem que usa as mãos para conversar com os usuários, levou para casa o prêmio. Hugo funciona como interface para traduzir conteúdos digitais em Libras. “Esta é a primeira língua que os surdos aprendem, só depois vem o português”, explica o Diretor Executivo do projeto, Ronaldo Tenório, um dos três idealizadores do Mãos que Falam. Segundo ele, ainda existe um percentual elevado de surdos que não entende bem português e que, por diferentes motivos, abandonou a escola sem uma alfabetização completa. O programa pretende facilitar a compreensão.

O software reconhece as palavras de uma mensagem de texto, por exemplo, e o personagem Hugo interpreta o significado em Libras. O caminho inverso (a possibilidade de responder em Libras para texto) faz parte dos planos para uma segunda etapa do projeto. Os cuidados agora estão em aperfeiçoar os códigos que funcionam como cérebro do avatar: quanto mais for usado, mais precisas se tornam as traduções.

Hugo também ajuda na interpretação de imagens que tenham texto, como a capa de um jornal. O usuário fotografa a página e a imagem é varrida pelo programa em busca de caracteres. Um sistema de reconhecimento lê o conteúdo, que é traduzido em sinais. Tenório explica que a mesma ferramenta pode ajudar na leitura de placas de informação.

Acesso gratuito - A expectativa é o lançamento oficial dos aplicativos para o celular. A previsão é que o software possa ser baixado em smartphones com diferentes sistemas operacionais no segundo semestre deste ano. Por hora, a empresa comercializa licenças da versão web do programa, que pode ser instalada em qualquer site para torná-lo acessível a quem depende dos sinais. As licenças são comercializadas, mas o usuário final não paga pelo serviço.

Assessoria de Comunicação Social com Deutsche Welle

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