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Em Foz do Iguaçu, analistas do MDH e CEMDP trabalham na busca de militantes desaparecidos durante a ditadura militar

publicado: 05/06/2018 17h13, última modificação: 05/06/2018 17h13

Em diligência no Parque Nacional do Iguaçu (PR), especialistas do Ministério dos Direitos Humanos (MDH) e da Comissão Especial de Mortos e Desaparecidos Políticos (CEMDP) coletaram uma série de materiais para contribuir com o processo de busca e identificação dos corpos de desaparecidos políticos. Seis homens teriam sido vítimas de uma emboscada no local, em 1974, no contexto da ditadura militar brasileira. A diligência aconteceu no mês de maio deste ano.

As vítimas são os irmãos Joel José de Carvalho e Daniel José de Carvalho, Vitor Carlos Ramos, José Lavecchia, Ernesto Enrique Ruggia e Onofre Pinto. Todos eram militantes da Vanguarda Popular Revolucionária (VPR), um dos grupos de oposição aos governos militares.

Os peritos encontraram pedaços de metal que foram encaminhados para análise podem dar mais informações sobre as circunstâncias das mortes e paradeiro das vítimas. Os laudos periciais, que serão apresentados no prazo de três semanas, vão subsidiar as decisões por novas diligências para dar prosseguimento às investigações.

Além do MDH e CEMDP, também participaram da missão de investigação representantes da Universidade de São Paulo (USP), do Instituto Médico Legal do Distrito Federal (IML-DF), a Polícia Federal, o Ministério Público Federal e o Parque Nacional do Iguaçu.

 

A Chacina de Foz do Iguaçu
A partir de 1974, com a eliminação das organizações que optaram pela luta armada, a ditadura mandou para o exterior seus agentes infiltrados ou recrutados dentro da própria esquerda. Esses agentes procuravam militantes que estavam propensos a continuar a luta e os convidavam a regressar ao Brasil. Atraídos para uma emboscada na região de Foz do Iguaçu/Medianeira por Alberi Vieira dos Santos, ex-sargento da Brigada Militar do Rio Grande do Sul, os seis militantes da Vanguarda Popular Revolucionária (VPR) foram assassinados. A chacina de Foz do Iguaçu foi inspirada no modo de operação da Chacina na Chácara São Bento, em Pernambuco.

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