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Migração venezuelana: ministro vai a Pacaraima para monitorar posto de triagem

publicado: 18/06/2018 16h54, última modificação: 18/06/2018 18h41
Missão envolve presença do presidente da República, Michel Temer

Na próxima quinta-feira (21), o ministro dos Direitos Humanos, Gustavo Rocha, estará pela terceira vez em Roraima (RR) para tratar da questão migratória de venezuelanos. Desta vez, ele acompanhará a comitiva do presidente Michel Temer, com a missão de monitorar o Posto de Triagem Ampliado que começou a funcionar nesta segunda-feira (18).

Estabelecido na cidade de Pacaraima (RR), o objetivo da estrutura é receber, identificar e regularizar cidadãos venezuelanos que cruzam a fronteira da Venezuela com o Brasil. No local, os venezuelanos passarão por revista de bagagem, inspeção clínica, imunização e regularização migratória. Os imigrantes serão cadastrados e receberão atendimento social.

“Este posto de atendimento terá capacidade para emissão de CPFs pela Receita Federal e espaço para atenção médica de emergência e, se for o caso, isolamento dos pacientes”, ressalta o ministro dos Direitos Humanos.

O atendimento na fronteira conta com a participação de militares, servidores da Polícia Federal e da Receita Federal, profissionais de saúde, vacinação e assistência social, além de representantes da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), da Agência da ONU para as Migrações (OIM) e do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA). O Ministério da Saúde reformou a sala de vacinação para atender imigrantes na fronteira, enquanto o efetivo da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no local foi ampliado em 200%.

Histórico

Em março de 2018, o ministro esteve em Boa Vista e também em Pacaraima para verificar a situação dos imigrantes venezuelanos. Naquele momento, o ministro articulou a publicação de uma medida provisória que liberou R$ 190 milhões para ações de emergência no estado.

Na ocasião, Gustavo Rocha destacou a importância de uma abordagem multidisciplinar para a solução da crise migratória. “É preciso garantir assistência emergencial e acolhimento humanitário aos migrantes”, frisou.

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