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ObservaRIO promove nesta quinta-feira o curso de Mediação Rápida de Conflitos

publicado: 07/06/2018 00h00, última modificação: 08/06/2018 11h37
A iniciativa foi criada com o intuito de garantir o respeito aos direitos humanos
ObservaRIO promove nesta quinta-feira o curso de Mediação Rápida de Conflitos

 

O Ministério dos Direitos Humanos, por meio da Secretaria Nacional de Políticas de Promoção da Igualdade Racial e apoio da Secretaria Executiva dos Conselhos, realiza nesta quinta-feira (7) o Curso de Mediação Rápida de Conflitos no Rio de Janeiro. A ação é direcionada pelo Observatório de Direitos Humanos da Intervenção Federal na Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro (ObservaRIO). Cerca de 200 pessoas entre militares das Forças Armadas, Agentes de Segurança Pública, Servidores da Educação, Assistentes Sociais e Sociedade Civil participam do encontro.

A iniciativa foi criada para garantir o respeito aos direitos humanos da população carioca. A hashtag #suavidaimporta foi construída e será utilizada com o objetivo de dar apoio à realização do curso e conferir notoriedade da promoção da cultura de paz no estado.

O ministro dos Direitos Humanos, Gustavo Rocha, afirma que a intenção é dar continuidade às ações executadas durante a intervenção federal relativas aos direitos humanos e preparar os agentes para atuar preventivamente em situações de eventuais violações. “Juntos vamos propor e discutir medidas para a proteção dos próprios agentes de segurança, durante o exercício de suas funções, e, é claro, viabilizar a garantia integral dos direitos de populações vulneráveis”, declara.

O curso tem como finalidade ofertar conteúdos sobre racismo institucional, intolerância religiosa e xenofobia, tendo como alvo agentes públicos que atuam nas áreas de segurança, saúde, educação e assistência social, e também lideranças comunitárias e membros da sociedade civil.

O secretário nacional de Promoção da Igualdade Racial, Juvenal Araújo, lembra que a segurança pública é uma das áreas onde a seletividade racial se torna mais patente e que é dever constitucional do estado fornecer aos cidadãos e aos profissionais de segurança uma estrutura de proteção contra qualquer possibilidade de se tornarem vitimas de violações de direitos. “Só venceremos a barreira do racismo estrutural ainda existente em nossa sociedade com a execução de políticas públicas efetivas e permanentes”, destaca.

Já o coordenador do curso e secretário executivo dos Conselhos do Ministério dos Direitos Humanos, Rlick dos Santos, declara que a perspectiva é certificar os agentes de segurança pública e das forças armadas que estão trabalhando no processo de intervenção do Rio de Janeiro para uma sensibilização e cuidado no recorte das políticas da igualdade racial. “Serão capacitados aproximadamente 200 profissionais que serão replicadores da mediação de conflito nas localidades, antes que os casos cheguem às delegacias e às esferas judiciais”, ressalta.

Essa é a 16ª edição do curso que já certificou mais de 3400 agentes públicos e membros da sociedade civil por todo o Brasil.

 

 

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