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MDH alerta para Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio e cita pessoas idosas

publicado: 10/09/2018 17h55, última modificação: 10/09/2018 19h18
10 de setembro: Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio

O Ministério dos Direitos Humanos (MDH) chama a atenção para a importância do dia 10 de setembro, dia da Prevenção ao Suicídio, e alerta para a grande quantidade de casos de suicídios em pessoas idosas. Em 2017, o Ministério da Saúde divulgou o primeiro boletim de suicídio no país, apontando crescimento nas taxas de suicídio entre pessoas acima de 70 anos.

“Os dados são preocupantes. É urgente fortalecer as diversas instâncias que promovem a defesa da vida e dos direitos humanos da pessoa idosa e, assim, promover o envelhecimento ativo e saudável”, afirma o ministro.

Desde 2003, o dia 10 de setembro foi instituído Dia Mundial da Prevenção ao Suicídio, pela Associação Internacional para a Prevenção do Suicídio e pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Neste ano, o lema é “trabalhar em conjunto para prevenir o suicídio”. De acordo com o Mapa da Violência, publicado em 2014, em pessoas com idade acima de 60 anos há oito mortes por 100 mil habitantes, contabilizando os casos notificados.

Campanha - Para apoiar a iniciativa, em 2015, o Centro de Valorização da Vida - CVV, em parceria com o Conselho Federal de Medicina - CFM e a Associação Brasileira de Psiquiatria –ABP lançaram a campanha #setembroamarelo, convocando cada brasileiro a apoiar e participar da prevenção ao suicídio.

Acrescente-se às ações, a disponibilização para todo o Brasil de um canal de acesso telefônico, pelo Centro de Valorização da Vida –CVV, em parceria com o Ministério da Saúde. A ligação é gratuita para o número 188 e o atendimento é realizado por voluntários.

O tema do suicídio é complexo, portanto, a estratégia é acolher, aceitar, respeitar e compreender a dor, em primeiro lugar. A escuta pode até ser mais relevante do que orientar. Investir tempo no outro permite a construção de laços, vínculos, além de fortalecer a mente e a alma. Uma questão de saúde pública, que depende da mobilização de cada brasileiro.

Essas e outras iniciativas subsidiam o arcabouço legal para a divulgação, disseminação e consolidação da Política Nacional do Idoso e, consequentemente, das ações do Ministério de Direitos Humanos  para promoção da proteção e dos direitos da pessoa idosa.​

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