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Sindicalistas do Brasil e dos EUA relatam experiências de violações de direitos humanos nos dois países

publicado: 12/09/2018 14h33, última modificação: 13/09/2018 09h50

O conselheiro Ismael César, representante da Central Única dos Trabalhadores (CUT) no Conselho Nacional de Direitos Humanos (CNDH), participou, no último dia 17 de agosto, de uma reunião sobre os retrocessos no campo dos direitos humanos, tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos. A reunião aconteceu a convite do vice-presidente da American Federation of Labor – Congress of Industrial Organizations (AFL CIO) Federação Americana do Trabalho e Congresso de Organizações Industriais, Tefere Gebre, e contou com a participação de uma comitiva de quatro sindicalistas estadunidenses, além de representantes da CUT e do CNDH.

Segundo Ismael, foi feito um relato dos retrocessos que aconteceram no campo dos direitos humanos no país, desde o início do Governo Michel Temer. Ainda segundo o conselheiro, “foram citadas a Reforma Trabalhista, que ataca uma série de direitos da classe trabalhadora, a terceirização irrestrita e a tentativa de fazer uma Reforma da Previdência, que elimina e viola uma série de direitos consagrados na Constituição Federal de 1988, bem como, o ajuste fiscal implementado pela a Emenda Constitucional 95, que limita o teto de gasto com saúde e educação e que representa uma violação imensa ao conjunto do povo brasileiro”.

Ismael trouxe ainda os relatos da comitiva sobre a experiência do EUA desde as eleições de Donald Trump. “Eles colocaram para nós as preocupações, particularmente, da classe trabalhadora dos EUA que vivem também uma situação muito dramática com as iniciativas de Trump. Trouxeram algumas informações que também nos preocupa, como o rompimento por parte do governo do país deles do Pacto Nuclear com o Irã, que abre a perspectiva de uma nova guerra e a retirada também dos EUA do Pacto Mundial da ONU, no que diz respeito a migração e refugiados. Por fim, eles também falaram sobre a saída dos EUA do Conselho de Direitos Humanos da ONU”. Na opinião do Conselheiro, “essas são preocupações dos sindicalistas norte-americanos, mas também de trabalhadores e trabalhadoras do mundo inteiro”.

Por outro lado, os representantes da AFL CIO também se colocaram otimistas ao relatarem que, para além das ofensivas contra os direitos humanos, há uma resistência por parte da classe trabalhadora no país, como as greves de vários setores, inclusive a de professores. Foi relatada ainda a resistência do movimento negro dos EUA por moradia e direito ao trabalho, e o aumento do número de sindicalizados no país.

Já por parte das iniciativas de resistência no Brasil, Ismael apontou que a presença da CUT no CNDH tem sido importante, pois, na opinião do conselheiro, o CNDH é um espaço de articulação [da Central] com outros setores e que o colegiado tem se colocado do lado dos oprimidos e da classe trabalhadora. “Tem sido um instrumento importante de denúncia das violações de direitos humanos. No olhar da CUT, o Conselho tem repercutido isso de forma muito positiva e, portanto, a própria existência do CNDH no Brasil ajuda muito, não só a fazer as denúncias dessas violações, mas a fazer com que os governantes reflitam mais sobre suas ações” avalia.

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