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Liderança cigana apresenta demanda sobre população que vive próximo à barragem de Santa Bárbara/MG

publicado: 02/04/2019 20h18, última modificação: 02/04/2019 20h19
Durante reunião em Brasília, liderança cigana apresenta demanda sobre população que vive próximo à barragem de Santa Bárbara/MG. (Foto:

Foto: Seppir/MMFDH

A secretária nacional de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH), Sandra Terena, se reuniu nesta terça-feira (02) com o presidente da Associação Nacional das Etnias Ciganas do Brasil (ANEC), Wanderley da Rocha.

Entre as demandas apresentadas está a situação da comunidade cigana de Santa Bárbara, em Minas Gerais. Os membros buscam uma permissão para a realocação de suas barracas no município. As autoridades locais já fizeram a remoção de várias famílias, mas até o momento não ofereceu alternativas para os ciganos.

O pedido deve-se à preocupação sobre a situação da barragem de Gongo Soco, que na semana passada teve seu nível de emergência elevado para o máximo, situação que indica a possibilidade de ruptura a qualquer momento.

Na ocasião, foi entregue à Secretaria Nacional de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir/MMFDH) um pedido de providências, que conta com a assinatura de 28 associações, movimentos e comissões étnico-raciais.

“A Seppir irá tomar as providências cabíveis, estando atenta à situação das comunidades que vivem na região da barragem, em especial as que estão na margem do rio, como a dos ciganos. Nosso compromisso é acabar com a invisibilidade social das comunidades étnicas. Este é um novo momento para que o povo cigano tenha voz e protagonismo”, assegurou a secretária Sandra.

Na ocasião, Wanderley da Rocha, que é cigano da etnia Calon, lembrou que “todos os ciganos do Brasil têm o direito à igualdade racial e acesso a políticas públicas”.

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