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Ministério, Avon e Fortlev assinam acordo de cooperação para enfrentar a violência contra a mulher

publicado: 03/12/2019 12h48, última modificação: 03/12/2019 14h53
Foto: Willian Meira / ASCOM MMFDH

A ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH), Damares Alves, assinou nesta terça-feira (03) um acordo de cooperação entre o Ministério, o Instituto Avon e a Fortlev, empresa produtora de caixas d’água, para a divulgação do Ligue 180 - Central de Atendimento à Mulher em Situação de Violência. O compromisso foi oficializado durante o 3º Seminário Internacional Brasil-União Europeia sobre prevenção à violência doméstica, realizado nesta manhã, em Brasília/DF.

Com esse acordo, todas as embalagens dos produtos Avon serão confeccionadas incluindo informações sobre o Ligue 180. O número do canal também será gravado nas caixas d’água fabricadas pela Fortlev. O intuito dessa ação é enfrentar e combater a violência contra mulheres, divulgando o 180 como canal de denúncias e apoio às vítimas, principalmente no âmbito da violência doméstica.

“Não dá mais para a gente se acomodar dizendo que não tem orçamento. Com parcerias, se a gente se unir, a gente consegue!”, afirmou a ministra Damares. “As subnotificações são muito piores do que vocês imaginam. E nós estamos indo e falando com as mulheres, buscando aquelas que estão invisibilizadas, como as ciganas, por exemplo”, completou.

Centenas de milhões de produtos da Avon são vendidos todos os anos e distribuídos por mais de um milhão de revendedoras de todo Brasil.  A mensagem chegará a 60% dos lares brasileiros. Revendedoras da marca também são embaixadoras das causas e divulgam do número de atendimento às mulheres vítimas de violência. Pelo convênio, o Instituto Avon também vai ter acesso aos dados do banco de dados do 180 para elaborar pesquisas e estudos para balizar projetos em defesa da mulher.

Acessibilidade

Nesse sentido, a ministra destacou um novo recorte do Disque 100 e do Ligue 180. “Teremos vídeo-chamadas para todo o Brasil para a mulher surda poder falar conosco. O Ligue 180 também vai atender em outros idiomas e vai atender as muitas mulheres brasileiras fora do país que estão sendo vítimas de violência”, disse.

Damares Alves também destacou a necessidade de atendimento às mulheres de comunidades tradicionais. “Na região ribeirinha, mulheres escalpeladas ficam escondidas dentro de cabana, não podem sair porque o sol queima suas cabeças. Em algumas aldeias indígenas, o estupro coletivo é considerado como cultura. O que dói não pode ser cultura! Se essa mulher quiser socorro, ela vai encontrar socorro neste ministério”, declarou a ministra.

Atendimento

Ainda sobre o Ligue 180, a ministra relatou um grande avanço no tempo para atendimento. Segundo ela, no início do ano a espera poderia chegar a até 80 minutos. Agora, 80% das ligações são atendidas em apenas 20 segundos. “Temos que ter a coragem de romper o silêncio. Falar da nossa dor é arrebatador. Precisamos incentivar as mulheres a falarem de suas dores e a dizerem: chega, basta!”, afirmou Damares.

Participantes

Além da ministra do MMFDH, do Instituto Avon e da Fortlev, assinaram o acordo como testemunhas o Presidente da Comissão de Defesa dos Direitos Fundamentais do Conselho Nacional do Ministério Público, Valter Shuenquener de Araújo, e o Ouvidor Nacional de Direitos Humanos, Fernando Cesar Pereira Ferreira.

Na mesa de abertura também estavam presentes a secretária adjunta de Políticas para as Mulheres, Rosinha da Adefal, representando a titular da pasta, Cristiane Britto, além das deputadas federais Soraya Santos e Elcione Barbalho, e da Representante interina da ONU Mulheres no Brasil, Ana Carolina Querino. Também participou do evento a modelo, empresária, atriz e ativista, Luíza Brunet, madrinha do projeto Salve Uma Mulher, do Governo Federal.

 

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