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Ministra Damares dá posse ao novo presidente da Fundação Nacional do Índio (Funai)

publicado: 17/01/2019 14h47, última modificação: 17/01/2019 15h19
Posse - presidente da Funai

Foto: Luiz Alves - Ascom/MMFDH

O general do Exército Franklimberg Ribeiro de Freitas é o presidente da Fundação Nacional do Índio (Funai). A nomeação foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União (DOU) desta quarta-feira (16) e a posse ocorreu na manhã desta quinta-feira (17).

De origem indígena, o militar reassume o órgão, atualmente vinculado ao Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH), após ser o gestor da entidade entre maio de 2017 e abril de 2018.

“Vamos dar atenção especial aos índios das áreas de fronteiras, especialmente na região Norte do país. O presidente Bolsonaro quer que o Estado fale diretamente com esses índios mais distantes. E o general Franklimberg, por ter comandado na Amazônia, conhece a região como ninguém”, afirma a ministra Damares Alves.

Ela determinou a realização de auditoria dos contratos vigentes da Fundação e solicitou que sejam priorizadas pautas referentes à educação de jovens indígenas; o combate ao uso abusivo de álcool e drogas nas aldeias; e o enfrentamento à violência contra a mulher, pessoa com deficiência e pessoa idosa.

Biografia

No Amazonas, Franklimberg coordenou a elaboração de um parecer sobre projeto de lei que regula o Novo Estatuto dos Povos Indígenas, e o apoio logístico durante seis meses na Operação Hileia Pátria, em parceria com o Ministério do Meio Ambiente, que teve por objetivo reduzir o desmatamento na Amazônia, particularmente nas Terras Indígenas.

No limite dos estados do Pará com o Maranhão, teve a oportunidade de coordenar, com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis – IBAMA e outros órgãos federais, ações de coibição de madeireiros e de serrarias nas Terras Indígenas do Rio Guamá (PA), Alto Turiaçu (MA), Awá (MA), Caru (MA), Reserva Biológica do Gurupi (PA), Flonas Jamanxim (PA), Altamira (PA), Zoró, Sete de Setembro, Aripuanã e Roosevelt (limite dos estados de Rondônia com o Mato Grosso), Igarapé Preto (RO), Santo Antônio do Matupi (RO) e Parna Mapinguari (RO) e Tenharim Marmelos (AM).

Atuou como coordenador em Roraima da retirada de garimpeiros da Terra Indígena Yanomami (RR) em 2010 e 2012, e da operação logística que permitiu a demarcação da Terra Indígena Kayabi (norte do Mato Grosso e sudoeste do Pará).

Chefiou o Centro de Operações do Comando Militar da Amazônia (CMA) nos anos de 2012 e 2013, onde teve a oportunidade de coordenar diversas atividades operacionais e logísticas de coibição aos ilícitos transfronteiriços nas inúmeras terras indígenas na região amazônica, como ações de madeireiros, garimpeiros e traficantes de drogas.

Desempenhou a função de assessor parlamentar e de Relações Institucionais do CMA, responsável pelas ligações externas do comandante com órgãos federais, estaduais e municipais nas áreas dos poderes Executivo e Judiciário.

Foi presidente da Fundação Nacional do Índio de maio de 2017 a abril de 2018.

A pedido do governador eleito do Amazonas em 2018, Wilson Lima, coordenou o processo de transição da Secretaria de Segurança Pública do Estado.

Com informações da Ascom/Funai

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