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Assinado pela ministra Damares Alves, acordo de cooperação técnica visa capacitar atendentes de canais de denúncia sobre automutilação e suicídio

publicado: 03/07/2019 20h25, última modificação: 03/07/2019 21h17
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Foto: Willian Meira - Ascom/MMFDH

Com a proposta de capacitar prestadores de serviços no âmbito do Disque 100 (Disque Direitos Humanos) e Ligue 180 (Central de Atendimento à Mulher) nas temáticas referentes à automutilação e suicídio, a ministra Damares Alves assinou o Acordo de Cooperação Técnica nº 03/2019/ MMFDH, nesta quarta-feira (03). O ato foi celebrado entre o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH) e a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP).

Na oportunidade, a ministra ressaltou que o documento tem o objetivo de garantir treinamentos gratuitos – a serem realizados pela ABP – para os atendentes que atuam vinculados à Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos, do MMFDH. “A importância é termos um canal aberto, preparado, para falar com a pessoa que está em sofrimento. Não é só ouvir, é saber o que dizer. Então o treinamento vem para ensinar os nossos atendentes o que dizer”, completou.

Presente na ocasião, o diretor da Associação Brasileira de Psiquiatria e presidente da Associação Psiquiátrica da América Latina, Antônio Geraldo da Silva, destacou que, em primeiro lugar, a ideia é fazer um mapeamento das pessoas que estão no Disque 100 e no Ligue 180. “Após isso, nós vamos dividir o grupo conforme a formação, para poder dar uma formação diferenciada para cada um. E depois, também dar supervisão para essas pessoas”, disse.

O representante da Associação acrescentou, ainda, que é essencial garantir apoio psicológico para os atendentes dos canais de denúncia. “Se a pessoa tem algum problema, se a pessoa está se sentindo bem ou não em trabalhar naquele lugar, ela vai ter, então, um psiquiatra, um psicólogo, para que possa ir e que possa manter também o seu cuidado. Nós vamos cuidar do cuidador, de quem vai cuidar das outras pessoas”, finalizou.

Cooperação

Com vigência de 12 meses, o Acordo enfatiza o compromisso de atuar de maneira articulada, de forma a assegurar as condições necessárias para a implementação de atividades conjuntas. O documento prevê, também, o sigilo das informações e a parceria voltada à definição dos fluxos de encaminhamento das denúncias.

“Não haverá qualquer recurso financeiro proveniente de transferências entre os Partícipes, gerando apenas os produtos previstos no Plano de Trabalho e cabendo a cada instituição executar as atribuições aqui definidas conforme suas disponibilidades de logística e financeiras”, especifica o termo.

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