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Ministério capacita entidades implementadoras do Programa Cisternas na Bahia

publicado: 11/07/2019 18h43, última modificação: 11/07/2019 18h48
Cisternas

A oficina “O Programa Cisternas e o atendimento às Comunidades Quilombolas” foi realizada nesta quinta-feira (11), das 8h30 às 18h, no município Morro do Chapéu, na Chapada Diamantina, Bahia. A capacitação foi oferecida para sensibilizar e subsidiar integrantes das empresas que vão implementar o Programa Cisternas, a partir de informações qualificadas sobre as comunidades com as quais trabalharão.

O Programa Cisternas para implementação de tecnologias sociais de acesso à água para povos e comunidades tradicionais é uma iniciativa do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH), por meio da Secretaria Nacional de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SNPIR). A ação será executada em parceria com o Ministério da Cidadania.

A coordenadora de Difusão e Promoção de Políticas para as Comunidades Quilombolas do MMFDH, Arlene de Morais, participou da mesa-redonda, pela manhã, apresentando o tema Políticas Públicas Nacionais para Comunidades Quilombolas. “A política pública do Programa Cisternas é extremamente necessária. Nós não conseguimos imaginar o que é viver sem água, então levar essa política para as pessoas que precisam é realmente bastante gratificante”, disse.

Andamento da oficina

Ainda pela manhã, os participantes receberam explicações sobre o funcionamento do Programa Cisternas. “Apresentamos nosso papel como governo e nossa parceria com o Ministério da Cidadania, além da disponibilidade de recurso por parte da SNPIR, a fim de garantir que essa política tenha o recorte quilombola”, relatou a coordenadora.

“Essa é uma política que foi bem aceita pelo público que estava na oficina, que também considerou louvável o fato de haver esse recorte. As entidades que aqui estão, o governo do estado e o governo municipal também reconhecem que as comunidades quilombolas precisam de um olhar especial”, continuou.

Na parte da tarde, os participantes foram divididos em equipes. “A hora dos grupos é um momento crucial e consolida a oficina, pois é nela que a gente coloca item por item da execução, de como deve ser, e que a gente realmente traça com a entidade o papel que ela tem, a importância, como ela deve agir, isso desde as reuniões de mobilização das comunidades até a cisterna estar construída”.

Segundo Arlene, até chegar nesse processo é preciso fazer capacitações, envolver a comunidade, envolver municípios em um trabalho que traz uma tecnologia social. “Não é simplesmente uma obra de cisternas, mas uma gestão dessa política. É preciso aprender a lidar com a quantidade de água, a cuidar da cisterna, os processos de construção”.

Programa

O Programa Cisternas tem o objetivo de proporcionar acesso à água potável para pessoas que sofrem com a seca. Um total de 140 famílias da comunidade quilombola Kalunga, em Goiás, e mais de 3.600 famílias do semiárido nordestino terão cisternas instaladas.

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