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Ministério lança a campanha "Acolha a Vida" em Suzano/SP

publicado: 24/07/2019 17h18, última modificação: 24/07/2019 17h23
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Ministério lança a campanha "Acolha a Vida" em Suzano/SP. (Foto: Wanderley Costa/Divulgação)
Ministério lança a campanha "Acolha a Vida" em Suzano/SP. (Foto: Wanderley Costa/Divulgação)
Ministério lança a campanha "Acolha a Vida" em Suzano/SP. (Foto: Wanderley Costa/Divulgação)
Ministério lança a campanha "Acolha a Vida" em Suzano/SP. (Foto: Wanderley Costa/Divulgação)
Ministério lança a campanha "Acolha a Vida" em Suzano/SP. (Foto: Wanderley Costa/Divulgação)
Ministério lança a campanha "Acolha a Vida" em Suzano/SP. (Foto: Wanderley Costa/Divulgação)
Ministério lança a campanha "Acolha a Vida" em Suzano/SP. (Foto: Wanderley Costa/Divulgação)
Ministério lança a campanha "Acolha a Vida" em Suzano/SP. (Foto: Wanderley Costa/Divulgação)
Ministério lança a campanha "Acolha a Vida" em Suzano/SP. (Foto: Wanderley Costa/Divulgação)

O Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH), por meio da Secretaria Nacional da Família (SNF), lançou a campanha “Acolha a Vida” na cidade de Suzano (SP), nesta terça-feira (23). Promovido em parceria com a Prefeitura de Suzano, o evento contou com oficinas de capacitação oferecidas aos profissionais de imprensa, educação e saúde, além de pais e responsáveis.

Representante do MMFDH no lançamento, o assessor Marcelo Couto Dias destacou que a campanha integra os esforços do ministério para prevenir a violência autoprovocada. “Entendemos que é um assunto de saúde que também deve ser tratado na perspectiva familiar e dos direitos humanos. Temos trabalhado com análises, por meio do Observatório Nacional da Família, e com a Política Nacional de Prevenção da Automutilação e do Suicídio – Lei Federal nº 13.819/2019, em fase de regulamentação, a fim de consolidar dados e orientar a adequada intervenção nessas ocorrências”, disse.

Para o prefeito do município, Rodrigo Ashiuchi, o Brasil vive uma situação alarmante acerca do suicídio e da automutilação. “Precisamos fortalecer a campanha e prezar pela vida da população, sobretudo nos empenhando em criar mais oportunidades em esporte, lazer, espaços de convivência e geração de emprego, entre outras ações que impactam diretamente nos fatores de risco que influenciam a problemática”, afirmou.

A primeira-dama e presidente do Fundo Social de Solidariedade, Larissa Ashiuchi, agradeceu a presença do MMFDH. “A iniciativa lançada em Suzano tende a esclarecer o tema e a ajudar milhares de pessoas Brasil afora. Ficamos felizes em ser a primeira cidade a receber este importante projeto.”

Capacitação

As oficinas ofertadas pela campanha “Acolha a Vida” capacitaram pelo menos 450 pessoas. Na oportunidade, o presidente da Associação Brasileira de Estudos e Prevenção do Suicídio, Humberto Correa, apresentou o painel “Identificando fatores de risco para suicídio e estratégias de prevenção” para profissionais da saúde. Durante a atividade, ele lembrou que a autoagressão ainda é um assunto submetido a um tabu histórico. “Pela primeira vez temos ações efetivadas pelo Poder Público sobre o tema, que sempre foi tratado por ONGs ou associações”, disse o psiquiatra.

O psicólogo Carlos Aragão, que ministrou o curso “A Imprensa como fator de proteção ao suicídio” para profissionais de comunicação, ressaltou a responsabilidade na sensibilização sobre o tema. “O ocorrido em Suzano confere uma repercussão de médio a longo prazo e nos alerta para que a situação não seja esquecida, nem negligenciada”, afirmou o especialista, fazendo referência ao ataque a tiros ocorrido na Escola Estadual Professor Raul Brasil, em 13 de março deste ano, que terminou na morte de dez pessoas.

Em seguida, a presidente do Instituto de Educação e Cultura Viktor Frankl de Ribeirão Preto/SP, Marina Lemos, conduziu a palestra “Alegria de viver e coragem de sofrer: sentido da vida na prevenção do comportamento autodestrutivo”, que buscou apresentar a profissionais da educação e conselheiros tutelares as contribuições que a logoterapia pode fornecer para o tema. Segundo a médica, “precisamos entender a dimensão do sentido da vida para manejar a prevenção ao suicídio”.

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