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Ministério participa de agendas referentes a povos e comunidades de matriz africana e de terreiro, em Curitiba/PR

publicado: 04/06/2019 12h56, última modificação: 04/06/2019 13h08
Povos tradicionais

Com o objetivo de combater a discriminação relacionada às religiões de matriz africana, a coordenadora-geral de Políticas para Povos e Comunidades Tradicionais de Matriz Africana, Terreiros e para Povos Ciganos do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH), Isabel Paredes, realizou visitas técnicas a comunidades de matriz africana e povos de terreiro de Curitiba/PR e região metropolitana, nesta quinta-feira a domingo (30/05 a 02/06). As visitas foram motivadas por denúncias de ataques contra esses espaços.

Integrante da Secretaria Nacional de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir/MMFDH), a coordenadora-geral também participou de diversas agendas para discutir assuntos referentes à pauta de povos e comunidades de terreiro e de matriz africana.

Uma das reuniões foi o Fórum de Religiões de Matrizes Africanas de Curitiba e Região Metropolitana, que tratou sobre o enfrentamento à intolerância e a promoção do respeito inter-religioso. Um dos assuntos tratados no encontro foi o mapeamento de denúncias relacionadas à intolerância religiosa. Quanto à Isso, Isabel Paredes destacou a importância de que toda denúncia seja registrada por meio do Disque 100 (Disque Direitos Humanos), “que recebe ligações 24 horas por dia, sete dias por semana, em todo o território nacional”.

A coordenadora-geral também participou de reunião no Ministério Público do Paraná com o assessor de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Prefeitura de Curitiba, Adegmar da Silva (Candieiro). “A Prefeitura está viabilizando uma Cartilha de Direitos e Deveres com a legislação que regulamenta as religiões, com ênfase nas religiões de matriz africana”, explicou o assessor.

Isabel ainda participou de reunião da Comissão da Verdade da Escravidão Negra no Paraná e de Direitos Humanos, com a Ordem dos advogados do Brasil Seccional do Paraná (OAB/PR) e representantes de matriz africana, umbanda e candomblé; com o comandante da Polícia Militar do Paraná, o coronel Péricles de Matos; e com o vereador Professor Euler, da Câmara Municipal de Curitiba.

A coordenadora-geral também dialogou com o Conselho Estadual dos Povos Indígenas e Comunidades Tradicionais (CPICT), vinculado à Secretaria de Justiça, Família e Trabalho (Sejuf). Na ocasião foi realizada uma videoconferência com profissionais das políticas de assistência social, educação e saúde de 17 escritórios regionais da Sejuf, além de servidores das prefeituras municipais.

Indígenas e Ciganos

Outra agenda foi uma visita à aldeia indígena urbana Kakané Porã, onde Isabel conversou com o cacique, que apresentou as demandas dessa população. Também foi feita uma visita a um acampamento cigano em São José dos Pinhais/PR, região metropolitana de Curitiba, e visitas a dois terreiros da região.

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