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MMFDH discute a situação da mulher em encontro com ministras do Mercosul

publicado: 11/06/2019 20h18, última modificação: 12/06/2019 10h13
MMFDH discute a situação da mulher em encontro com ministras do Mercosul

Foto: SNPM/Divulgação

O Ministério da Mulher da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH), por meio da Secretaria Nacional de Políticas para Mulheres (SNPM), participou da XIII Reunião de Ministras e Altas Autoridades da Mulher do Mercosul (RMAAM) realizada em Buenos Aires, Argentina, na última semana (05 a 07). Durante o evento foram aprovadas recomendações voltadas para a área de enfrentamento à violência contra as mulheres e um estudo com sugestões sobre as questões étnico-raciais.

O governo brasileiro foi representado pela secretária nacional de Políticas para Mulheres, Cristiane Britto, que já no discurso de abertura apresentou a nova forma de fazer políticas para mulheres no Brasil, que engloba a maternidade, além das ações realizadas visando a implementação do protocolo RMAAM de atendimento às mulheres em situação de tráfico.

A secretária destacou, ainda, a prioridade do Brasil para as questões de enfrentamento à violência e diálogo. “A escuta cuidadosa é o nosso ponto de partida para a elaboração e reformulação das políticas públicas de enfrentamento à violência. Entendemos que só com união e muito diálogo, podemos fazer mais por nossas nações”, disse. Em seu discurso ela chamou a atenção também para a violência política contra as mulheres, tema ainda pouco explorado.

Evento

Entre as recomendações aprovadas, que necessitam de apreciação da Reunião de Ministros da Justiça, ressalta-se a criação de grupo de trabalho com o objetivo de tornar efetivas as medidas protetivas para mulheres e seus filhos em caso de violência doméstica. Entrou no debate, ainda, a necessidade da implementação de mecanismo que assegure comunicação ágil entre os países do Mercosul.

Outro ponto de destaque da RMAAM foram as questões étnico-raciais. As recomendações seguiram em torno do combate ao racismo, por meio da educação de professores e campanhas. A pauta das mulheres indígenas também foi ressaltada, com ênfase no reconhecimento e valorização da cultura dos povos indígenas. A sugestão é que sejam construídas políticas públicas prioritárias e com previsão orçamentária específica para o atendimento das mulheres indígenas.

A reunião também contou com a apresentação de práticas adotadas pelos países. O trabalho do Uruguai na educação das crianças está sendo estudado para criação de políticas no Brasil que resguardem as mulheres.

A delegação brasileira teve, ainda, a participação da secretária adjunta de Políticas para Mulheres, Rosinha da Adefal. Durante o encontro, a gestora destacou a importância da paridade entre homens e mulheres, com especial atenção à participação das mulheres na política.

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