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MMFDH participa da “Virada Feminina”, em São Paulo

publicado: 03/06/2019 21h09, última modificação: 03/06/2019 21h20
Virada Feminina

Representantes do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH) estiveram na terceira edição da "Virada Feminina na Fiesp – Voz e ação", realizada neste domingo (02), em São Paulo. Entre os integrantes do ministério, os secretários nacionais de Políticas para Mulheres, Cristiane Britto, da Família, Ângela Gandra, e de Promoção e Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa, Antonio Costa.

Aberto ao público, o evento contou com serviços na área da saúde, como testes rápidos de HIV, vacinas e orientações nutricionais. A Virada Feminina de São Paulo foi promovida pela Liga das Mulheres Eleitoras do Brasil (Libra), em parceria com a Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp).

A atividade mobilizou as discussões em mais de 50 painéis sobre temas como saúde, empreendedorismo, cultura, esporte, inclusão social, sustentabilidade, enfrentamento à violência, longevidade e bem-estar.

Mulheres

Durante a mesa de abertura, a secretária Cristiane Britto destacou iniciativas do Governo Federal, além de pedir apoio para a pauta. “A nossa prioridade é estancar o feminicídio no Brasil. O movimento da Virada Feminina, que propõe ação já em seu slogan, representa bem a lógica com que conduziremos os trabalhos na Secretaria Nacional de Políticas para Mulheres. Pretendo realizar uma espécie de gestão compartilhada, baseada em diálogo e parceria”, disse.

A secretária também participou do painel “Histórias de Superação”, que trouxe relatos de mulheres que transformaram violência em ações de mobilização, como a jovem Jéssica Aronis, embaixadora do projeto “Mãos Empenhadas”.

A titular da SNPM destacou, ainda, alguns trabalhos que estão sendo desenvolvidos visando o enfrentamento à violência, como o aprimoramento do Programa Mulher Viver Sem Violência, o projeto de construção de Casas da Mulher Brasileira (CMB) de menor custo, a elaboração de um plano emergencial de enfrentamento à violência contra as mulheres e a consolidação de um pacto nacional.

Família

Presente no encontro, a secretária Angela Gandra destacou, durante a mesa de abertura, que as mulheres têm uma vocação de despertar a generosidade na sociedade. “Aqui está a capacidade de doação das mulheres, que abrem mão do seu descanso do domingo para discutir o futuro do Brasil”, disse.

Envelhecimento

Na oportunidade, o secretário Antonio Costa defendeu a atualização profissional permanente para o mercado de trabalho, oportunidades de emprego para as pessoas idosas e valorização da mulher, além de políticas públicas que acompanhem o processo de envelhecimento no Brasil.

“Nós precisamos urgentemente trabalhar para isso. Essa perspectiva já está aqui em números, mas é uma projeção de 2010 até 2060, realidade que não tem como fugir dela. Os municípios brasileiros hoje já apresentam cerca de 15 a 20% de sua população de idosos. E são eles que estão sustentando a economia através das suas aposentadorias. E há um detalhe mais importante ainda: as mulheres são as principais cuidadoras das famílias. Devido aos casamentos desfeitos, devido aos desempregos e devido a relação de família que estamos vivendo hoje”, afirmou o secretário.

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