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Secretário aborda abandono afetivo de idosos durante Fórum no Distrito Federal

publicado: 21/06/2019 17h14, última modificação: 21/06/2019 17h17
Fórum

O secretário nacional de Promoção e Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa, do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH), Antonio Costa, participou do II Fórum de Debates sobre Violência contra a Pessoa Idosa, sob o tema “Ausência também é violência”. Realizado na cidade-satélite de Taguatinga, no Distrito Federal, na última quarta-feira (19), o evento teve o objetivo de promover um debate em alusão à campanha de conscientização da violência contra a pessoa idosa.

Durante sua palestra, intitulada “Políticas públicas: consequências da negligência no contexto do envelhecimento”, Antonio Costa evidenciou, na mesa-redonda, que em 52,96% das denúncias feitas por meio do Disque 100 (Disque Direitos Humanos), os filhos são os principais suspeitos, sendo a casa da vítima o principal cenário (85,69%). “Essa realidade aponta prioritariamente para a necessidade do fortalecimento dos vínculos familiares, seguido da apuração efetiva das denúncias, da ampliação das centrais judiciais dos idosos e da implementação de políticas públicas regionais e municipais”, disse.

“A negligência e a violência psicológica despontam como os principais tipos de violência. Nesse primeiro, o abandono afetivo figura como uma das causas. A violação do direito à participação nas decisões da família, a falta de valorização do papel da pessoa idosa, refletem diretamente o desrespeito à dignidade
desse grupo etário”, acrescentou o secretário.

Para concluir, Antonio Costa enfatizou que a Secretaria Nacional de Promoção e Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa (SNDPD) defende que as parcerias são estratégicas para a construção e implementação de políticas públicas sensíveis a essa realidade. “Não há como obrigar um filho a desenvolver sentimentos positivos com relação a seus pais, mas temos como conscientizar a família de sua responsabilização no cuidado para com a pessoa idosa, e sobre a necessidade da mediação nos conflitos existentes”, ratificou.

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