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Em Suzano/SP, ministra Damares Alves articula projeto-piloto de prevenção à automutilação e ao suicídio

publicado: 13/05/2019 20h36, última modificação: 13/05/2019 20h38
Ministra em Suzano/SP

A ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, esteve na Prefeitura de Suzano/SP, nesta segunda-feira (13), para articular ações conjuntas de prevenção à automutilação e ao suicídio. A iniciativa integra as propostas da campanha Acolha a Vida, lançada pelo ministério no mês anterior.

A visita da titular do MMFDH marca, ainda, os dois meses da tragédia que resultou em 10 mortes em uma escola do município.

“Suzano é a cidade na qual daremos o pontapé inicial, do ponto de vista da articulação nos diversos âmbitos governamentais. O ministério lançou a campanha Acolha a Vida, esta é a política pública que estamos trazendo para cá. Nossas crianças, adolescentes e jovens estão morrendo. Por isso é tão importante unirmos forças”, afirmou a ministra.

Sobre as vidas perdidas, a gestora destaca que a prevenção é o melhor método. “Trabalho para que tragédias como a que ocorreu na cidade possam ser evitadas. Uma parcela considerável de nossas crianças e adolescentes está em profundo sofrimento e se conseguirmos identificar as causas desse fenômeno teremos plena condição de detectá-lo e direcionar políticas públicas preventivas", explica.

Na oportunidade, Damares ressaltou que profissionais da saúde, educação e toda a sociedade podem integrar esta causa. “Vamos acolher. Pais, não maltratem nem critiquem. Abracem, procurem ajuda. Para vocês que não sabem o que fazer, nós temos o Disque 100 (Disque Direitos Humanos) aqui no ministério. Ligue para nós”, convida.

Números

A ministra enfatizou que cerca de 20% dos jovens brasileiros estão se mutilando, o que representa 14 milhões de pessoas. “Ninguém se corta porque quer se aparecer, se corta porque está em profundo sofrimento. Eles estão cortando o corpo para curar a alma. Não adianta fazer as maiores obras no Brasil se as nossas crianças e jovens estão se matando”, alertou.

No que diz respeito às expectativas, Damares destaca que a proposta consiste em reduzir os números já no primeiro ano. “Por que o Ministério da Mulher, da Família, e dos Direitos Humanos está no protagonismo? Porque é um clamor das famílias. É a família brasileira que está pedindo socorro. Pais estão pedindo socorro porque não sabem o que fazer. Esse ministério vem dando o pontapé inicial. Mas entendam que nós estamos falando de doença mental e o Ministério da Saúde é o principal protagonista de todo esse processo”, afirmou.

Neste contexto, a gestora citou que quatro ministérios estão envolvidos diretamente. “Educação, Saúde, Direitos Humanos e vamos ter uma ou outra iniciativa também em parceria como Ministério da Cidadania, porque é lá que está o esporte, a cultura, o Bolsa Família, o programa Infância Feliz”, completou.

Histórico

Desde abril, quando lançou a campanha Acolha a Vida, o governo federal tem intensificado as ações relacionadas ao tema na expectativa de alertar famílias, profissionais da educação, da saúde e conselheiros tutelares sobre os sinais que podem indicar tendências à violência autoprovocada.

Com a sanção da Lei n. 13.819/2019, que passa por processo de estudo para a regulamentação, a Pasta planeja a implementar observatório estatístico que permita entender o fenômeno e saber onde ocorre com maior intensidade.

No campo preventivo, foi assinado com a Associação Nacional das Universidades Particulares (Anup) um termo de cooperação que prevê a instituição de disciplina relacionada à inteligência emocional nos cursos de formação de professores. A ideia é prepará-los para dar o encaminhamento correto quando tiverem que lidar com alunos que provocam cortes no próprio corpo ou deem pistas de que pretendem tirar a própria vida.

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