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Ministério assina Protocolo de Intenções para prevenir casos de automutilação e suicídio nas escolas

publicado: 07/05/2019 19h48, última modificação: 08/05/2019 10h57
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Foto: Willian Meira - MMFDH.
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Assinatura do Protocolo de Intenções
Outras autoridades participaram do evento que teve também a participação do ministro da Cidadania, Osmar Terra. (Foto: Willian Meira - MMFDH).

A ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, assinou Protocolo de Intenções com a Associação Nacional das Universidades Particulares (ANUP) nesta terça-feira (07). A parceria tem o objetivo de estimular a criação de núcleos de acolhimento nas instituições de ensino, além de capacitar o corpo docente e colaboradores para auxiliarem estudantes em situação de sofrimento.

O documento visa, ainda, entre as finalidades específicas, promover o intercâmbio de conhecimentos e informações, complementado por atividades nas áreas temáticas.

“Nós podemos caminhar na direção de salvar as nossas crianças e adolescentes. Nós não podemos esperar mais debatendo, conversando, criando teses, escrevendo artigos. Eles têm pressa, estão gritando e mandando sinais para nós. Estão precisando de socorro. E nada melhor do que nós educadores para darmos estas respostas para as nossas crianças”, disse a ministra.

O evento também teve a participação do ministro da Cidadania, Osmar Terra. Na oportunidade ele falou sobre a importância de promover oportunidades para as crianças e adolescentes de baixa renda, seja por meio do esporte ou da educação.

Campanha

O Protocolo integra as ações da campanha Acolha a Vida, uma iniciativa do ministério para prevenir casos de automutilação e suicídio, especialmente entre crianças, adolescentes e jovens.

Associação

A presidente da ANUP e da Câmara de Ensino Superior da Confederação Nacional dos Estabelecimentos de Ensino (Confenen), Elizabeth Guedes, informa que muitas universidades estão adequando a grade curricular. Segundo ela, as matérias abrangem conhecimentos relativos à inteligência emocional, felicidade e bem-estar.

“O objetivo destas disciplinas é fornecer aos alunos instrumentos e talentos socioemocionais que permitam que eles entendam as frustrações do dia a dia, o sentido das atividades curriculares e, mais do que isso, que eles desenvolvam habilidades de conviver em grupo, de tolerância e de empatia”, enfatiza.

De acordo com a representante da Confederação, é preciso entender que, para além dos conteúdos técnicos, é relevante formar habilidades e competências para o desenvolvimento psicológico.

“A importância das disciplinas de inteligência emocional nos currículos de todas as carreiras e profissões enfatiza a necessidade que nós temos de investir nos nossos jovens e formar adultos equilibrados e socioemocionalmente adaptados. Mais do que isso, prontos para conviver com a diversidade e a frustração”, conclui.

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