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Novembro Roxo: Ministério promove discussão sobre prematuridade

publicado: 28/11/2019 10h41, última modificação: 28/11/2019 15h02

O Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, por meio da Secretaria Nacional de Políticas para as Mulheres (SNPM) e da Secretaria Nacional da Família (SNF), realizou nessa quarta-feira (27) o Seminário “Novembro Roxo: conhecendo os desafios da prematuridade”. O encontro reuniu especialistas, representantes da sociedade e parlamentares e abordou o tema sob a ótica da saúde e da humanização. Foram realizadas oito palestras, com o objetivo de envolver e disseminar informações de utilidade pública para mães de bebês prematuros e familiares. De acordo com a Fiocruz, 11,5% dos partos realizados no Brasil em 2016 foram prematuros.

A titular da pasta, Cristiane Britto, relatou sua experiência pessoal como mãe de bebê prematuro, que precisou conciliar as dificuldades impostas pela prematuridade com a vida profissional. “Precisamos trabalhar para garantir uma legislação condizente com as necessidades de uma mãe de um bebê prematuro”, afirmou. Britto também destacou a importância de se proteger a vida em todas as condições.

Em alusão ao tema da prematuridade, o Palácio do Planalto foi iluminado com a cor roxa e a SNPM participou do plantio de Ipês Roxos, que foi realizado pela ONG Dana Salomão, em Brasília. A Secretaria também está elaborando o Programa Mães Unidas, uma iniciativa que visa construir uma rede de apoio relacional voltada para a maternidade. 

Saiba mais

O Dia Mundial da Prematuridade é celebrado em 17 de novembro. Durante esse mês são realizadas ações para conscientizar e informar a sociedade sobre as consequências do nascimento antecipado. Esse movimento foi batizado de Novembro Roxo.

Prematuridade

São considerados prematuros bebês que nascem com menos de 37 semanas de gestação e, em alguns casos, com menos de 2kg. A grande questão é que os órgãos desses bebês ainda não completaram o pleno desenvolvimento, o que muitas vezes ocasiona problemas respiratórios, cardíacos, intestinais e até cerebrais.

São considerados fatores de risco:

  • Uso de cigarros, drogas e álcool. Essas substâncias podem provocar descolamento da placenta e diminuição da oxigenação do seu bebê, dificultando o crescimento;
  • Hipertensão: é um dos maiores fatores de risco;
  • Estresse: pode desencadear contrações uterinas antes do tempo;
  • Desidratação: a falta de água pode contribuir para redução do líquido amniótico e antecipar o parto;
  • Desnutrição: anemia e falta de nutrientes podem prejudicar o desenvolvimento do bebê;
  • Abuso de açúcar, cuidado com a diabete gestacional.
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