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Brasil é reeleito para o Conselho de Direitos Humanos da ONU com 153 votos

publicado: 17/10/2019 13h20, última modificação: 17/10/2019 15h05
Ministra Damares

Foto: Willian Meira - Ascom/MMFDH

O Estado brasileiro continuará ocupando cadeira no Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (CDH/ONU). O resultado foi divulgado nesta quinta-feira (17), após o país receber 153 votos. A Venezuela também foi eleita, com 105 votos. A Costa Rica teve 96.

“É com imensa satisfação que recebi essa notícia. O nosso país tem muito a acrescentar, além de defender com garra a promoção dos direitos humanos, a defesa da família e a valorização da vida e princípios éticos”, afirmou a ministra Damares Alves.

A titular do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH) ressalta a importância da conquista. “Tivemos mais votos do que em 2016, quando fomos eleitos com 137”, completou.

Apoio

Nos últimos dias, 986 entidades de defesa dos direitos humanos da América Latina já haviam apoiado a candidatura do país ao CDH, entre elas, 34 instituições indígenas.

“Entendemos que a posição do Brasil não está ligada apenas ao desejo dos brasileiros pelo respeito à vida e aos direitos humanos, sendo também o que querem todos aqueles que sofrem violações de seus direitos. Na garantia da pluralidade de ideias, este Conselho deve dar espaço àqueles que intentam tratar de temas que precisam de uma atenção maior ou que, por diversos motivos, acabam não sendo contemplados”, afirmaram representantes dos povos indígenas em Carta Aberta divulgada nesta terça-feira (15).

Na última sexta-feira (11), 869 organizações de defesa de direitos humanos do continente já haviam apoiado a candidatura do Estado brasileiro, por meio de manifesto.

Carta

Sobre a Carta Aberta, o documento ressalta ações do país em âmbito internacional. “Cabe destacar que o conhecido posicionamento do Brasil, priorizando o direito à vida e de defesa da família, ecoam os desejos de outros países da América Latina, de história e cultura similar”, observa.

“Por exemplo, é sabido que o Brasil vem ajudando o povo venezuelano, que enfrenta grave crise social e humanitária e atravessa fronteiras em busca de socorro”, especifica a Carta. “Em um passado recente, o Brasil teve papel destacado no socorro ao Haiti, em missões de Paz, ajudando na promoção da segurança dos moradores daquele país que literalmente perderam tudo. O país já participou de aproximadamente 50 missões das Nações Unidas, enviando cerca de 50 mil militares ao exterior. Hoje, o Brasil participa com cerca de 275 efetivos em oito operações de paz das Nações Unidas em países como Chipre, República Centro-Africana, Saara Ocidental, Sudão e Sudão do Sul”, completa o documento.

Apoio

As entidades indígenas afirmam, ainda, a importância da diversidade valorizada pelo Estado brasileiro. “O Conselho carece de uma voz corajosa, que ergue a voz pelos que acabam sendo silenciados, que defenda os valores que antes eram senso-comum e hoje acabam sendo atacados. Parece claro que na atual conjuntura o governo brasileiro se mostra aguerrido e disposto a fazer isso”, destacam.

“Levando em conta o acima exposto e acreditando que o Brasil tem totais condições de ajudar na construção de um mundo mais solidário e que atenda aos anseios da sociedade é fundamental que ele ocupe um lugar no Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas”, concluem as organizações.

Download: Carta Aberta assinada por organizações indígenas
Acesse a lista com 83 entidades que apoiam a candidatura do Brasil
Acesse manifesto assinado por 869 entidades de defesa de direitos humanos da América Latina

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