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Em Maringá/PR, ministra recebe famílias de venezuelanos da Operação Acolhida

publicado: 24/10/2019 21h34, última modificação: 29/10/2019 12h49
Ministra Damares Alves cumprimentou famílias após reencontro. (Foto: Willian Meira/Ascom MMFDH)

Ministra Damares Alves cumprimentou famílias após reencontro. (Foto: Willian Meira/Ascom MMFDH)

O governo trabalha para reconectar as famílias separadas pela crise imigratória da Venezuela. A declaração é da ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, que participou nesta quinta-feira (24), em Maringá/PR, de evento preparado para a recepção de familiares de imigrantes daquele país e que atualmente residem na cidade paranaense.

Ao todo, foram acolhidos 49 familiares, em sua maioria, esposas e filhos de 12 dos venezuelanos recém-contratados por uma empresa. A ação acolherá 120 familiares dos 38 venezuelanos que foram treinados e contratados como motoristas na empresa Transpanorama. Além do emprego, eles recebem moradia, vestuário, alimentos e tratamento de saúde. Alguns não viam a família há mais de 120 dias.

Segundo a ministra, a ação complementa a Operação Acolhida, realizada em Roraima, na fronteira com o país vizinho, sob coordenação do Exército. Para ela, a cidade do norte paranaense tem dado exemplo ao país e ao mundo sobre como receber

“São pessoas que, com certeza, preferiam estar em seu país, mas que acabaram praticamente expulsas de lá diante de tantas violações de direitos. Por isso é importante darmos a todos uma nova perspectiva de vida. Ainda que mude o governo de lá hoje mesmo, talvez demore até dez anos para voltar a ser o que era. Por isso é importante a gente estabelecer essas pessoas”, explicou.

Além da ministra, autoridades federais, estaduais e municipais participaram do evento, que ocorreu num ginásio da cidade.

Ciganos

Antes da acolhida aos venezuelanos, a Damares Alves visitou um acampamento cigano, na cidade de Floresta, também no norte do Paraná. Foi recebida por lideranças e lembrou que a Secretaria Nacional de Promoção de Políticas de Igualdade Racial (SNPPIR) tem uma coordenação específica para atender às pessoas que pertencem a essa cultura.

Ela afirmou que trabalha pelo desenvolvimento das comunidades e acampamentos. Para a ministra, o maior desafio a ser vencido no momento, entretanto, é o preconceito enfrentado pelos membros da etnia.

“Temos 1,3 milhão de ciganos no Brasil e eles ainda são conhecidos como trapaceiros, velhacos, criminosos. Chega. Quem conhece essa cultura se apaixona. O que queremos é a união das pessoas e que todos vençam a barreira do preconceito”, disse.

Assista ao vídeo abaixo:

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