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Respeito e cuidado com a pessoa idosa devem ser aprendidos na escola, diz ministra

publicado: 10/10/2019 20h00, última modificação: 10/10/2019 21h23
Seminário

Foto: Willian Meira - Ascom/MMFDH

A ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, defendeu durante a abertura do Seminário Educar para Valorizar e Respeitar o Estatuto do Idoso na Prática, nesta quinta-feira (10), em Brasília, que as escolas invistam em ações de conscientização sobre a importância da valorização e proteção dos direitos da pessoa idosa.

Ela destacou que a educação será o caminho que vai preparar a sociedade brasileira para o envelhecimento gradativo da população. Para Damares Alves, as instituições de ensino devem investir em palestras e em visitas periódicas aos centros de atividades para incentivar o corpo docente a adotar uma rotina de convivência comunitária com as pessoas dessa faixa etária.

“A violência contra o idoso no Brasil é um grande desafio. E quem vai mudar essa situação é essa turminha que está aqui hoje e que, no futuro, serão os grandes defensores dos nossos vovôs e vovós desse país”, disse a ministra, referindo-se aos alunos que acompanharam a abertura do evento.

Damares também falou sobre a importância do Programa Viver – Envelhecimento Ativo e Saudável, realizado pelo Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH), por meio da Secretaria Nacional de Promoção e Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa (SNDPI), em parceria com as prefeituras municipais. Entre as propostas, a iniciativa consiste na doação de computadores, webcams, projetores e impressoras. Para aderir ao Programa, a prefeitura deve ter o Conselho dos Direitos da Pessoa Idosa ativo e manifestar o interesse mediante o envio de um ofício à Secretaria.

Seminário

O principal objetivo do evento consistiu em promover um debate sobre a inserção das temáticas e princípios que norteiam o Estatuto (Lei nº 10.741/03) nos currículos do ensino formal. Para além de debater temas atuais e relevantes para a faixa etária, a atividade perseguiu, ainda, a proposta de implementar, de modo permanente e efetivo, o Estatuto do Idoso, que completa 16 anos no mês de outubro.

“O seminário está dividido em três eixos: Educação, Experiências e Desafios. Iniciaremos pela Educação Básica como uma proposta piloto, avançando para subsidiar trabalhos também no âmbito do Ensino Superior”, explicou o titular da SNDPI, secretário Antonio Costa.

Para ele, o propósito é gerar transformações. “Esse é um momento muito importante porque começamos a dar um primeiro passo para trabalhar aquilo que o Estatuto do Idoso já preconiza nos seus artigos 20 a 24, que é a tentativa de colocar a inclusão do ensino, do respeito da pessoa idosa a nível escolar. Além de continuar a luta para que os nossos idosos brasileiros, que serão a quinta população do mundo, possam ter oportunidades ao serem inseridos na educação”, completou.

Debate

Na oportunidade, representantes do governo e da sociedade civil, incluindo profissionais da academia, debateram formas de inclusão nos currículos mínimos da educação básica, além de conteúdos voltados ao processo de envelhecimento, ao respeito e à valorização do idoso, de forma a eliminar preconceitos e produzir conhecimentos sobre a matéria, conforme estabelece o art. 22º do Estatuto.

O evento também teve a participação da Guarda Mirim Ambiental, responsável pela execução do Hino Nacional, Coral Grupo dos Mais Vividos, do Serviço Social do Comércio (Sesc/Gama), e Coro UniSer, da Universidade do Envelhecer / Universidade de Brasília (UnB).

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