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Discussões sobre o fluxo migratório integram agenda da ministra Damares em Roraima

publicado: 19/09/2019 19h12, última modificação: 19/09/2019 19h12

Nesta quarta-feira (18), a ministra Damares Alves abordou a questão do fluxo migratório em Roraima. Acompanhada pelo governador Antonio Denarium, durante entrevista coletiva em Boa Vista/RR, a titular do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH) enfatizou políticas públicas de acolhimento aos imigrantes venezuelanos desenvolvidas pelo Governo Federal.

“O estado de Roraima não está sozinho. Vocês têm um governador que está em interlocução com o Governo Federal e um presidente que tem um olhar para Roraima, e que pediu uma atenção especial sobre a temática. Então eu acredito que vamos, juntos, superar o que está acontecendo aqui”, disse a ministra.

Na oportunidade, Damares citou ações como a Operação Acolhida e o processo de interiorização. “Existe dentro do Palácio do Planalto, na Casa Civil, um comitê de interiorização e o MMFDH pertence a este grupo. Estamos em busca de soluções”.

“O meu ministério esteve com a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomércio/SP) no último dia 11. Nós lançamos a campanha “Adote um trabalhador venezuelano e sua família” e uma proposta – um empresário e uma família. Para cada empresário ali de são Paulo levar uma família. E o mesmo nós estamos fazendo com as instituições religiosas, sejam igrejas evangélicas ou católicas.”

A ministra citou o exemplo de uma denominação religiosa em Balneário Camboriú/SC que, de uma vez, levou 350 pessoas já empregadas. “E agora a igreja ligou e vai levar mais 200 pessoas. O nosso ministério faz essa interlocução com as religiões, e nós temos à disposição um instrumento jurídico. Quando uma igreja quiser trazer famílias, vai ser oferecido esse material e essa instituição vai pactuar sobre até onde vai a responsabilidade da igreja e do governo. Temos que dar essa garantia para quem está querendo colaborar”, enfatizou.

Parceria

O governador Antonio Denarium afirmou que o estado não tem a estrutura necessário para suportar o fluxo aproximado de 1.000 pessoas por dia. Segundo ele, existem aproximadamente 100.000 venezuelanos vivendo em Roraima e que utilizam serviços públicos como saúde e educação. “A Operação Acolhida está fazendo um belo trabalho aqui, digno dos nossos parabéns. Só que não é o suficiente”, lamentou.

“A Operação Acolhida é muito importante, mas o estado de Roraima precisa ser visto também. A Venezuela faz fronteira com o Brasil, não é só com o estado de Roraima, e não é só com a Operação Acolhida que nós vamos resolver o problema. Agora, com a visita da ministra Damares, ela vai perceber, ver in loco, as nossas necessidades e vai ser uma interlocutora com o Governo Federal para que venha mais recursos e mais investimentos para o governo do estado e também para as nossas prefeituras do interior, que não têm a mínima condição de atendimento na saúde, na educação, na infraestrutura e, muito menos, na geração de emprego e renda”, observou o governador.

Operação

A Operação Acolhida reúne o conjunto de ações promovidas pelo Governo Federal, agências da Organização das Nações Unidas (ONU) e organizações da sociedade civil no atendimento emergencial dos imigrantes venezuelanos em situação de vulnerabilidade que ingressam no Brasil pelo estado de Roraima.

Interiorização

A interiorização é a estratégia que apoia o deslocamento voluntário desses imigrantes que se encontram em Roraima para outros estados brasileiros, a fim de oferecer maiores oportunidades de inserção socioeconômica aos imigrantes e diminuir a pressão sobre os serviços públicos roraimenses.

Agenda

A ministra Damares Alves cumpriu agenda em Roraima nestas quarta e quinta-feira (18 e 19). Entre os compromissos, o lançamento do Programa Viver – Envelhecimento Ativo e Saudável na capital, que visa a otimização de oportunidades para inclusão digital e social, assegurando a participação da pessoa idosa, com a finalidade de elevar a qualidade de vida. As ações incluem as áreas da tecnologia, educação, saúde e mobilidade física.

Também constaram visita às instalações da Operação Acolhida, além de reuniões referentes ao acolhimento de imigrantes venezuelanos no estado.

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