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Inclusão tecnológica para pessoas idosas é pauta de audiência pública no Senado

publicado: 27/09/2019 13h35, última modificação: 27/09/2019 13h35
Audiência pública

Durante audiência pública no Senado Federal, nesta quinta-feira (26), o secretário nacional de Promoção e Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa, do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH), Antonio Costa, defendeu o uso de tecnologias para potencializar as habilidades e melhorar a qualidade de vida da pessoa idosa. O debate foi uma iniciativa da Subcomissão Permanente de Proteção e Defesa da Pessoa Idosa.

Em sua fala, o secretário destacou ações da pasta. “Trata-se de despertar a sociedade para um processo que é intergeracional e multidisciplinar. Esse é a proposta do Programa Viver – Envelhecimento Ativo e Saudável, que consiste em potencializar as oportunidades e desenvolver de modo sistêmico as habilidades da pessoa idosa, a partir de quatro eixos – tecnologia, educação, saúde e mobilidade física”.

“Temos perseguido cumprir a diretriz do Governo Federal na concepção das políticas públicas para a pessoa idosa – mais Brasil, menos Brasília. Já inauguramos 10 Programas Viver em todo o país. Perseguimos ações efetivas, que promovam mudanças na forma de vivenciar o processo de envelhecimento. Doamos computadores, webcams, impressora, televisão, mas quem faz a diferença são as pessoas que participam, que doam seu tempo, que se engajam. As parcerias são firmadas pelas prefeituras, que também viabilizam a infraestrutura para a instalação dos equipamentos. Porque juntos avançamos e chegamos mais longe”, destacou Antonio Costa.

Protagonismo

Presente na audiência, a coordenadora-geral do Sistema de Informações e Acompanhamento de Projetos da Secretaria Nacional de Promoção e Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa (SNDPI/MMFDH), Kelly Andrade, considerou estratégica a discussão. “Precisamos possibilitar a inclusão digital da pessoa idosa de forma mais ampla, além de permitir que esse público agregue novos conhecimentos. Como agentes públicos, temos o compromisso de pensar e implementar políticas públicas que respeitem o direito à preservação da autonomia e do protagonismo da pessoa idosa”.

Ciência

“O campo da Gerontologia tem avançado e buscado novas alternativas para ampliar as inovações no âmbito dos estudos sobre longevidade. É urgente pensarmos em como fortalecer a troca de experiências durante o processo de envelhecimento. Desse modo, a inclusão digital da pessoa idosa não atende apenas uma demanda social de uma parcela da população, mas contribui para a valorização do legado, dos ensinamentos de gerações”, acrescentou o assessor do Departamento de Políticas Temáticas dos Direitos da Pessoa Idosa da SNDPI, Wanderley Guenka, que vem acompanhando as discussões.​

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